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«rescEU»: o novo sistema europeu de resposta a catástrofes naturais

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A Comissão Europeia anunciou novos planos ambiciosos para reforçar a capacidade da Europa para fazer face a catástrofes naturais.

A proposta da comissão é um elemento central do programa do Presidente Juncker para criar uma Europa que protege. A iniciativa surge na sequência das catástrofes naturais cada vez mais complexas e frequentes que têm afetado muitos países europeus nos últimos anos. Um dos seus elementos fulcrais é a criação da «rescEU», uma reserva de meios da proteção civil da UE, que inclui aviões de combate a incêndios, bombas de água especiais, equipas de busca e salvamento em meio urbano, hospitais de campanha e equipas médicas de emergência. Estes meios irão complementar os recursos nacionais e serão geridos pela Comissão Europeia a fim de ajudar os países que sejam afetados por inundações, incêndios florestais, sismos ou epidemias. Só em 2017, mais de 200 pessoas perderam a vida em virtude de catástrofes naturais, tendo sido destruído mais de um milhão de hectares de floresta.

Segundo o Presidente Jean-Claude Juncker: «A Europa não pode ficar parada quando um Estado-Membro é vítima de uma catástrofe natural e precisa de ajuda. Nenhum país da Europa é imune às catástrofes naturais e estas, infelizmente, passaram a fazer parte da “nova normalidade”. Em situações de catástrofe, a União Europeia deve poder oferecer mais do que as suas condolências. A Europa é um continente de solidariedade: temos de estar mais bem preparados e apoiar mais rapidamente os Estados-Membros afetados.»

«As tragédias ocorridas este verão e ao longo dos últimos anos mostram que o nosso sistema de resposta a situações de catástrofe atingiu os seus limites no formato de voluntariado atual. Os desafios que se nos deparam evoluíram e temos de acompanhar essa evolução. Trata-se de uma questão de solidariedade e de responsabilidade partilhada a todos os níveis. É isso que os cidadãos europeus nos têm pedido e espero agora que o Parlamento Europeu e os governos europeus subscrevam a proposta que acabamos de apresentar», declarou o Comissário responsável pela Ajuda Humanitária e Gestão de Crises, Christos Stylianides.

A proposta da Comissão articula-se em torno de dois eixos de ação complementares e procura reforçar: a) a capacidade de resposta coletiva a nível europeu e b) as capacidades de prevenção e de preparação para catástrofes:

  1. Reforçar as capacidades europeias de reação: «rescEU»

- Será criada uma reserva de meios de resposta de proteção civil, a fim de ajudar os Estados-Membros que se confrontam com catástrofes e cujas capacidades nacionais se mostrem insuficientes. A «rescEU» incluirá meios como aviões de combate a incêndios e equipamentos de bombagem de água, que complementarão as capacidades nacionais já existentes. Todos os custos e equipamentos da «rescEU» serão integralmente financiados pela União Europeia. A Comissão exercerá o controlo operacional sobre esse recursos e decidirá da sua afetação.

- Paralelamente, a Comissão irá ajudar os Estados-Membros a reforçarem as respetivas capacidades nacionais, financiando a adaptação, a reparação, o transporte e os custos operacionais dos recursos dos mesmos. Hoje em dia, apenas são financiados os custos de transporte. Esses equipamentos passariam a fazer parte de uma reserva comum de meios de resposta a situações de emergência no quadro do Corpo Europeu de Proteção Civil, podendo ser mobilizados em caso de catástrofe.

  1. Reforçar as capacidades de prevenção e de preparação para catástrofes

- Ao abrigo da proposta hoje apresentada, os Estados-Membros serão convidados a partilharem as respetivas estratégias nacionais de prevenção e preparação para catástrofes, a fim de identificar e colmatar de forma coletiva as lacunas existentes.

- A proposta aprofunda a cooperação e reforça a coerência com as outras políticas da UE em matéria de prevenção e preparação para catástrofes, nomeadamente a estratégia da UE para a adaptação às alterações climáticas, os Fundos Europeus Estruturais e de Investimento, o Fundo de Solidariedade, a legislação ambiental (por exemplo, os planos de gestão de inundações e as soluções baseadas nos ecossistemas), a investigação e a inovação, assim como políticas para fazer face a ameaças transnacionais graves que ponham em risco a saúde ou outros bens.

Por último, a proposta harmonizará e simplificará os procedimentos administrativos, de modo a reduzir o período de tempo necessário para mobilizar a assistência vital.

Antecedentes

Mecanismo de Proteção Civil da UE tem por base um sistema de voluntariado através do qual a UE coordena as contribuições que os Estados participantes disponibilizam aos países que solicitam assistência. As ofertas de ajuda são coordenadas pelo Centro de Coordenação de Resposta de Emergência, que está sedeado em Bruxelas. Nos últimos anos, as condições climatéricas extremas e outros fenómenos têm posto à prova as capacidades de entreajuda dos Estados-Membros, em particular quando vários deles se confrontam com o mesmo tipo de catástrofe em simultâneo. Nesses casos - em que existe pouca ou nenhuma disponibilidade de recursos - a UE não dispõe de capacidades de reserva para ajudar os Estados-Membros mais necessitados.

O ano de 2017 ficou marcado por uma série de catástrofes. No total, mais de 200 pessoas perderam a vida em virtude de catástrofes naturais. Além disso, essas catástrofes tiveram igualmente um grave impacto económico. Desde 1980, para além da perda de vidas humanas, os Estados-Membros da UE perderam mais de 360 mil milhões de EUR devido a fenómenos meteorológicos ou climáticos extremos. Só em Portugal, os prejuízos económicos diretamente resultantes dos incêndios florestais ocorridos entre junho e setembro foram avaliados em cerca de 600 milhões de EUR, o que representa 0,34% do rendimento nacional bruto do país.

Desde a sua criação, em 2001, o Mecanismo de Proteção Civil da UE monitorizou mais de 400 catástrofes e recebeu mais de 250 pedidos de ajuda. O mecanismo pode ser ativado em resposta a catástrofes naturais ou de origem humana, embora também possa conceder apoio em matéria de prevenção e preparação para catástrofes.

O Mecanismo de Proteção Civil da UE abrange todos os Estados-Membros e ainda vários países terceiros, nomeadamente a Islândia, a Noruega, a Sérvia, a antiga República jugoslava da Macedónia, o Montenegro e a Turquia. A iniciativa «rescEU» seria alargada a estes países enquanto demonstração da solidariedade europeia.

Para mais informações:

Comunicação da Comissão ao Parlamento Europeu, ao Conselho e ao Comité das Regiões - Reforçar a gestão das catástrofes pela União Europeia: «rescEU» Solidariedade com Responsabilidade

MEMO com perguntas e respostas: Reforçar a gestão das catástrofes pela UE

Ficha informativa: Reforçar a resposta da proteção civil da UE

Ficha informativa: Centro de Coordenação de Resposta de Emergência da UE

Pacote de outono do Semestre Europeu: fomentar um crescimento sustentável e inclusivo

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A Comissão fixa as prioridades económicas e sociais da UE para o próximo ano, emite recomendações para a área do euro e conclui a avaliação dos projetos de planos orçamentais dos Estados-Membros da área do euro.

ciclo de 2018 do Semestre Europeu para a coordenação das políticas económicas, orçamentais e sociais começa num contexto de forte atividade económica na área do euro e na UE, níveis recorde de emprego e taxas de desemprego em queda para níveis anteriores à crise. Uma vez que todos os Estados-Membros contribuem para o forte dinamismo do crescimento económico, a prioridade atual é garantir que este se mantém e traz benefícios para todos os elementos das nossas sociedades. A par de políticas orçamentais responsáveis, a prossecução das reformas estruturais deve centrar-se na criação de condições para estimular o investimento e num maior crescimento real dos salários para apoiar a procura interna. O pacote hoje apresentado baseia-se nas previsões económicas do outono de 2017 da Comissão e baseia-se nas prioridades apresentadas pelo Presidente Juncker no discurso sobre o Estado da União de 2017. Reflete igualmente a proclamação do Pilar Europeu dos Direitos Sociais na recente Cimeira Social de Gotemburgo.

Valdis Dombrovskis, Vice-Presidente responsável pelo Euro e o Diálogo Social, afirmou: «Apesar de todas as reformas dos últimos anos, a União Económica e Monetária da Europa continua por concluir. É por isso que devemos aproveitar a atual conjuntura favorável para reforçar a nossa UEM, bem como para tornar as nossas economias mais resilientes e inclusivas. No próximo mês apresentaremos propostas para continuar a reforçar a UEM. No entanto, o reforço da arquitetura da UEM não substitui a necessidade de políticas orçamentais, económicas e sociais sãs a nível nacional. Este é o principal objetivo do Semestre Europeu. Hoje apresentamos os pareceres sobre os projetos de planos orçamentais e instamos os Estados-Membros que se encontrem em risco de incumprimento do Pacto de Estabilidade e Crescimento a tomarem as medidas necessárias para ajustar a sua trajetória orçamental».

Marianne Thyssen, Comissária responsável pelo Emprego, Assuntos Sociais, Competências e Mobilidade Laboral, saudou o acordo hoje alcançado e declarou:«Apenas alguns dias após a Cimeira Social e a proclamação do Pilar Europeu dos Direitos Sociais, apresentamos um Semestre Europeu que põe em prática o Pilar, para uma convergência renovada no sentido de melhores condições de trabalho e de vida entre os Estados-Membros e dentro destes».

Pierre Moscovici, Comissário responsável pelos Assuntos Económicos e Financeiros, Fiscalidade e União Aduaneira, afirmou: «A economia da área do euro está a crescer ao ritmo mais rápido dos últimos dez anos e prevê-se que, no próximo ano, o défice médio seja inferior a 1 % do PIB, comparado com mais de 6 % em 2010. No entanto, vários Estados-Membros continuam a suportar a níveis elevados de dívida pública, que limitam a sua capacidade de investir para o futuro. Estes países devem aproveitar esta oportunidade para consolidar as suas finanças públicas, também em termos estruturais, ao passo que os Estados-Membros com margem de manobra orçamental devem utilizá-la para apoiar o investimento, em benefício dos seus cidadãos.»

O crescimento económico está em forte aceleração, com a economia da área do euro em vias de crescer este ano ao ritmo mais rápido dos últimos dez anos. Este bom desempenho é impulsionado por um consumo privado resiliente, um forte crescimento global e taxas de desemprego em queda. As economias de todos os Estados-Membros estão em expansão e os seus mercados de trabalho continuam a melhorar, mas o aumento dos salários continua a ser limitado. O investimento também está a acelerar, impulsionado por condições de financiamento favoráveis e um clima económico mais otimista, à medida que a incerteza se vai esbatendo. As finanças públicas dos países da área do euro melhoraram consideravelmente. Com os Estados-Membros em diferentes fases do ciclo económico, as orientações hoje apresentadas destacam a necessidade de se encontrar o justo equilíbrio entre o apoio à expansão económica e assegurar a sustentabilidade das finanças públicas, em especial através da redução dos elevados níveis de dívida.

Análise Anual do Crescimento para 2018

Com base nas anteriores orientações, e tendo em conta as diferentes situações dos Estados-Membros no ciclo económico, a Análise Anual do Crescimento (AAC) convida os Estados-Membros a promoverem o investimento como forma de apoiar a expansão e de aumentar a produtividade e o crescimento a longo prazo. A Comissão recomenda ainda mais reformas estruturais, que são necessárias para tornar a economia europeia mais estável, inclusiva, produtiva e resiliente. As políticas orçamentais devem encontrar o equilíbrio adequado entre a necessidade de assegurar a sustentabilidade das finanças públicas e de apoiar a expansão económica. A redução dos elevados níveis de dívida e o restabelecimento das reservas orçamentais devem continuar a ser prioritários. Colmatar as lacunas fiscais, melhorar a qualidade da composição das finanças públicas ou orientar melhor as despesas, podem contribuir para este esforço. A justiça social continua a ser uma prioridade transversal e os princípios e direitos do Pilar Europeu dos Direitos Sociais serão doravante integrados no Semestre Europeu.

Relatório sobre o Mecanismo de Alerta 2018

Relatório sobre o Mecanismo de Alerta é um instrumento essencial do Semestre Europeu que visa prevenir ou corrigir os desequilíbrios que entravam o bom funcionamento das economias dos Estados-Membros da área do euro ou da UE no seu conjunto. Com base nas análises constantes do Relatório sobre o Mecanismo de Alerta, foi proposto que doze países sejam abrangidos por uma análise aprofundada em 2018. Trata-se dos mesmos países em que foram identificados desequilíbrios no ciclo anterior de procedimentos relativo aos desequilíbrios macroeconómicos (ou seja, Bulgária, Croácia, Chipre, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Países Baixos, Portugal, Eslovénia, Espanha e Suécia). A Comissão apresentará as conclusões das análises aprofundadas no âmbito dos relatórios anuais por país, em fevereiro de 2018.

Projeto de relatório conjunto sobre o emprego

O projeto de relatório conjunto sobre o emprego deste ano é a primeira edição que porá em prática o painel de indicadores sociais, lançado como um dos instrumentos para aplicar o Pilar Europeu dos Direitos Sociais. O desempenho dos Estados-Membros é avaliado em função de 14 indicadores principais. O relatório conjunto sobre o emprego tem igualmente em conta as reformas políticas nacionais em relação às ambições enunciadas no Pilar.

relatório conjunto sobre o emprego destaca a melhoria contínua do mercado de trabalho: foram criados cerca de oito milhões de novos empregos desde que a atual Comissão tomou posse. A taxa de desemprego continuou a diminuir, cifrando-se em 7,5 % (8,9 % na área do euro) em setembro de 2017, o nível mais baixo desde 2008. No entanto, a recuperação do mercado de trabalho não se refletiu no crescimento dos salários. Em alguns Estados-Membros, o rendimento disponível ainda se encontra abaixo dos níveis anteriores à crise.

Proposta de orientações para o emprego

As orientações para emprego apresentam as prioridades e os objetivos comuns para as políticas de emprego nacionais e servem de base para asrecomendações específicas por país. A proposta deste ano alinha seu o texto com os princípios do Pilar Europeu dos Direitos Sociais, com vista a melhorar a competitividade da Europa e a torná-la um lugar melhor para investir, criar empregos de qualidade e promover a coesão social.

Recomendação sobre a política económica da área do euro

A Comissão recomenda uma orientação orçamental globalmente neutra e umacombinação equilibrada de políticas para a área do euro no seu conjunto. Tal deverá contribuir para apoiar o investimento e melhorar a qualidade e a composição das finanças públicas. Em consonância com as prioridades da Comissão, os Estados-Membros são igualmente convidados a intensificarem os seus esforços para aplicarem as medidas de luta contra o planeamento fiscal agressivo.

A recomendação apela igualmente a políticas de apoio ao crescimento sustentável e inclusivo e a melhorar a resiliência, o reequilíbrio e a convergência. Deve ser dada prioridade às reformas que aumentem a produtividade, melhorem o enquadramento institucional e empresarial, facilitem o investimento, apoiem a criação de empregos de qualidade e reduzam as desigualdades. A Comissão insta os Estados-Membros a alcançarem progressos significativos para completarem o mercado único, em especial no setor dos serviços. Os Estados-Membros que apresentem défices da balança corrente ou uma elevada dívida externa devem aumentar a produtividade, enquanto os Estados-Membros com excedentes nas contas correntes devem promover o crescimento dos salários e estimular o investimento e a procura interna.

A Comissão defende a aplicação de reformas que promovam a igualdade de oportunidades e o acesso ao mercado de trabalho, condições de trabalho equitativas, a proteção social e a inclusão social. Além disso, convida os Estados-Membros da área do euro a reduzirem a carga fiscal sobre o trabalho, em especial para os trabalhadores com baixas remunerações e as segundas fontes de rendimento familiar.

A recomendação apela à continuação dos trabalhos para concluir a União Bancária no que respeita à redução e partilha dos riscos, nomeadamente o Sistema Europeu de Seguro de Depósitos, e para tornar operacional o mecanismo comum de segurança para o Fundo Único de Resolução. A supervisão europeia das instituições financeiras deve ser reforçada para prevenir a acumulação de riscos. A redução dos níveis de crédito malparado deve igualmente ser acelerada e osmercados de capitais da UE mais integrados e desenvolvidos, para facilitar o acesso ao financiamento, em especial para as pequenas e médias empresas.

Por último, a Comissão recomenda que se avance rapidamente na conclusão da União Económica e Monetária, no pleno respeito do mercado interno da União e de forma aberta e transparente para os Estados-Membros não pertencentes à área do euro.

Parecer sobre os projetos de planos orçamentais da área do euro

A Comissão completou também a sua avaliação da conformidade dos projetos de planos orçamentais (PPO) para 2018 dos Estados-Membros da área do euro com as disposições do Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC). A Comissão adotou 18 pareceres relativos a todos os Estados-Membros da área do euro, com exceção da Grécia.

Relativamente aos dezasseis países abrangidos pela vertente preventiva do Pacto de Estabilidade e Crescimento:

Quanto a seis países (Alemanha, Lituânia, Letónia, Luxemburgo, Finlândia e Países Baixos), os PPO podem considerar-se conformes com os requisitos do PEC para 2018.

Quanto a cinco países (Estónia, Irlanda, Chipre, Malta e Eslováquia), os PPO foram considerados globalmente conformes com os requisitos do PEC para 2018. Nestes países, os planos podem resultar num ligeiro desvio em relação ao objetivo de médio prazo (OMP) de cada país ou à respetiva trajetória de ajustamento.

Quanto a cinco países (Bélgica, Itália, Áustria, Portugal e Eslovénia), os PPO colocam um risco de não conformidade com os requisitos do PEC para 2018. Os PPO destes Estados-Membros podem conduzir a um desvio significativo relativamente às trajetórias de ajustamento com vista aos respetivos objetivos a médio prazo. Para a Bélgica e a Itália, prevê-se igualmente o incumprimento do valor de referência de redução da dívida.

No caso da Itáliaa persistência da elevada dívida pública é um motivo de preocupação. Numa carta dirigida às autoridades italianas, o Vice-PresidenteDombrovskis e o Comissário Moscovici informaram que a Comissão tenciona reavaliar a conformidade da Itália com o valor de referência de redução da dívida na primavera de 2018.

Relativamente aos dois países que continuam abrangidos pela vertente corretiva do Pacto de Estabilidade e Crescimento (ou seja, sujeitos a um procedimento relativo aos défices excessivos) a situação é a seguinte:

Quanto à França, que poderá passar para a vertente preventiva do pacto a partir de 2018 caso realize uma correção atempada e sustentável do défice excessivo, o PPO apresentado foi considerado em risco de não conformidade com os requisitos do PEC para 2018, uma vez que as previsões do outono de 2017 da Comissão apontam para um desvio significativo em relação à trajetória de ajustamento necessária para atingir o OMP e para o incumprimento do valor de referência de redução da dívida em 2018.

Quanto à Espanha, considera-se que o PPO é globalmente conforme com os requisitos do PEC para 2018, uma vez que as previsões do outono de 2017 da Comissão preveem que em 2018 o défice nominal será inferior ao valor de referência do Tratado de 3 % do PIB, embora o objetivo para o défice nominal não deva ser cumprido e se verifique uma deficiência significativa em termos do esforço orçamental, face ao nível recomendado.

A Comissão também tomou uma série de medidas ao abrigo do Pacto de Estabilidade e de Crescimento:

REINO UNIDO

A Comissão recomenda o encerramento do procedimento relativo aos défices excessivos do Reino Unido. As previsões da Comissão confirmam o caráter atempado e duradouro da correção do défice excessivo do Reino Unido durante o exercício orçamental de 2016-2017.

ROMÉNIA

Quanto à Roménia, a Comissão concluiu que não foram tomadas medidas eficazes em resposta à recomendação do Conselho de junho, e propõe que o Conselhoadote uma recomendação revista à Roménia para corrigir o desvio significativo identificado na trajetória de ajustamento relativamente ao objetivo orçamental de médio prazo. Em junho de 2017, o Conselho emitiu uma recomendação de um ajustamento estrutural anual de 0,5 % do PIB à Roménia no âmbito do procedimento relativo aos desvios significativos (PDS). Considerando a evolução desde então e na sequência da ausência de medidas eficazes para corrigir o desvio significativo por parte da Roménia, a Comissão propõe agora uma recomendação revista de um ajustamento estrutural anual de pelo menos 0,8 % do PIB em 2018.

Próximas etapas

A Comissão convida o Conselho a debater as orientações propostas e a apoiar o pacote hoje apresentado, esperando um debate frutuoso com o Parlamento Europeu sobre as prioridades políticas para a UE e a área do euro.

PLANO DE INVESTIMENTO PARA A EUROPA

Palestra do Roteiro do EmpreendedorismoNo âmbito do seu Roteiro para o Empreendedorismo do Tâmega e Sousa, o Centro de Informação Europe Direct do Tâmega e Sousa (CIED TS) promoveu, no passado dia 16 de novembro, uma sessão de esclarecimento subordinada ao Plano de Investimento para a Europa, que contou com a participação da Enterprise Europe Network, Novo Rumo a Norte, ADRIMAG, IEFP e Conselho Empresarial do Tâmega e Sousa.

Por parte do Europe Direct do Tâmega e Sousa, o coordenador do projeto, Jorge Diogo de Oliveira, apresentação explorou os dados mais recentes do Plano Juncker em Portugal, enfatizando os dados de dois dos projetos financiados, nomeadamente no que respeita ao valor do financiamento, número de postos de trabalho criados e potencial de crescimento.

Catarina Prado, Gestora de Projetos da ADRIMAG, explorou as valências da associação, nomeadamente no que respeita à capacitação para o emprego e também o Programa SI2E.

Maria do Céu Filipe, responsável pela Enterprise Europe Network, deu nota do apoio dado às empresas na internacionalização dos seus negócios, nomeadamente através da participação em feiras internacionais e pelo fomento das redes internacionais de trabalho.

O Novo Rumo a Norte, representado por Joana Barbosa, apresentou a plataforma online e as suas virtualidades no que respeita à compilação de informação e estados de projetos de investimento e de financiamento para as empresas.

Telmo Osório, responsável pelas medidas de criação do próprio emprego do IEFP, explicou aos presentes como criar o seu próprio negócio com a ajuda do IEFP, quer com financiamento proveniente do levantamento antecipado das prestações sociais de desemprego, quer através do acesso mais facilitado a programas de microcrédito.

Por fim, Paulo Dinis, representante do Conselho Empresarial do Tâmega e Sousa, entidade parceira do Novo Rumo a Norte, fez uma contextualização socioeconómica e demográfica da região do Tâmega e Sousa, enquadrando-a na Europa e explorando o seu potencial de crescimento e criação de riqueza.

Este evento foi organizado em parceria com a ADRIMAG e Município de Castelo de Paiva.

 

Apresentação do Europe Direct do Tâmega e Sousa - Plano de Investimento para a Europa

 

Apresentação da AEP -Enterprise Europe Network

 

Apresentação AEP - Novo Rumo a Norte

 

Apresentação do Centro de Emprego de Penafiel - Criação do Próprio Emprego

 

Apresentação do Conselho Empresarial do Tâmega e Sousa

CONFERÊNCIA Exchanges on Science-Industry Collaboration

00001A Representação da Comissão Europeia em Portugal tem o gosto de convidar V.Exa. para participar na conferência Exchanges on Science-Industry Collaboration, que terá lugar no dia 23 de novembro, das 08:30 às 16:30, em Lisboa, na Representação da Comissão Europeia.

No âmbito do Semestre Europeu de coordenação de políticas económicas na UE, alguns países, incluindo Portugal e a Dinamarca, receberam do Conselho Recomendações Específicas por País (REPs)no sentido de incentivarem a cooperação entre empresas e universidades, no contexto das suas políticas de ciência, inovação e promoção de estruturas económicas crescentemente baseadas em conhecimento.

A conferência é uma iniciativa conjunta das Representações da Comissão Europeia em Portugal e na Dinamarca, em estreita colaboração com as Direções-Gerais dos Assuntos Económicos e Financeiros (DG ECFIN), da Investigação e Inovação (DG RTD), do Centro Comum de Investigação (JRC) e da Educação e Cultura (DG EAC).

A abertura da conferência contará com a presença de Sua Exa. o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Doutor Manuel Heitor. Entre os oradores teremos peritos de organizações internacionais, designadamente da OCDE, Banco Europeu de Investimento e Comissão Europeia, e nacionais, representativos dos stakeholders dos sistemas de inovação da Dinamarca e de Portugal. Serão criadas oportunidades para um debate com os participantes.

Este convite é válido para duas pessoas. Em caso de impossibilidade da parte de V.Exa., muito apreciaríamos que se fizesse representar.

Poderá obter o programa e informações adicionais na página da conferência. A inscrição deverá ser feita até dia 21 de novembro às 17:00 através deste formulário.A participação é gratuita sendo o número de participantes limitado à capacidade da sala. O registo dos participantes terá início às 8:30.

Volta de Apoio ao Emprego de Penafiel

Cartaz VAE-PENAFIEL

A Volta de Apoio ao Emprego vai passar por Penafiel, no próximo dia 22 de novembro, a partir das 14h30.

Este evento é uma boa oportunidade para jovens e adultos desempregados ou à procura de outras respostas profissionais ou formativas de tomarem conhecimento das ofertas disponíveis no espaço europeu, bem como obter ajuda e conselhos relativamente à construção de um Curriculum Vitae, entrevista de emprego e projetos que apoiam o empreendedorismo individual...
Neste evento daremos destaque ao apoio prestado localmente na procura e criação do próprio emprego, através dos Gabinetes de Inserção Profissional (GIP) e do Contrato Local de Desenvolvimento Social - CLDS 3G - Penafiel Social, será explorado o papel do Centro de Informação Europe Direct na região do Tâmega e Sousa, o Corpo Europeu de Solidariedade e os serviços e ofertas da Rede Eures.

A Volta de Apoio ao Emprego de Penafiel conta com a parceria dos Gabinetes de Inserção Profissional, CLDS 3G – Penafiel Social e da Câmara Municipal de Penafiel, sendo uma iniciativa da Representação da Comissão Europeia em Portugal, em parceria com o IEFP e Centros de Informação Europe Direct.

Não perca esta oportunidade!
Inscreva-se aqui!

 

800

Discurso sobre

o Estado da União Europeia

do Presidente Juncker


  HORÁRIO

Segunda a Sexta
9h00 - 12h30

13h30 - 18h00 


CONTACTOS

Av. Dr. Nicolau Carneiro, 196

4590-512 Paços de Ferreira

T. +351 255 147 314

     +351 916 096 155 

Email: europedirect@profisousa.pt


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