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Política de coesão pós-2020: Comissão ajuda as regiões da Europa a tornarem-se mais inovadoras

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Bruxelas, 19 de junho de 2018

Hoje a Comissão está a renovar a iniciativa «Stairway to Excellence», para continuar a fornecer apoio adaptado e técnico às regiões menos avançadas no domínio da inovação.

Esta iniciativa irá ajudar as regiões a desenvolver, atualizar e aperfeiçoar as suas estratégias de especialização estratégias de especialização inteligente, ou seja, as suas estratégias regionais de inovação baseadas em nichos competitividade, antes do início do período orçamental 2021-2027. Irá igualmente ajudar a identificar recursos europeus adequados para financiar projetos inovadores e formar parcerias com outras regiões com vantagens semelhantes para criar polos de inovação.

Na sequência das propostas da Comissão para a futura política de coesão, o novo programa «Horizonte Europa» e em consonância com a agenda renovada para a investigação e a inovação da Comissão, a iniciativa «Stairway to Excellence» consiste noutra forma de apoio da Comissão às regiões europeias para prepararem o futuro, com estratégias sólidas de inovação apoiadas pelos fundos da UE, no âmbito do próximo orçamento a longo prazo da UE para 2021-2027.

Na opinião de Corina Crețu, Comissária responsável pela Política Regional: «A especialização inteligente será mais importante do que nunca no período posterior a 2020. Para que estas estratégias manifestem o seu pleno potencial nos próximos anos, precisamos de duas coisas: mais parcerias e uma maior apropriação, em especial nas regiões que mais precisam de recuperar . Esta iniciativa ajudará a preparar o lançamento de estratégias sólidas de inovação no período pós-2020.»

Carlos Moedas, Comissário responsável pela Investigação, Ciência e Inovação, acrescentou: «Acabamos de propor o mais ambicioso programa de financiamento da investigação e inovação da UE, o “Horizonte Europa”, que beneficiará de 100 mil milhões de EUR no período de 2021-2027. Tal significa também mais oportunidades a favor das regiões para explorarem ao máximo o seu potencial de investigação e inovação. A iniciativa “Stairway to Excellence” ajudará as regiões a combinar os fundos da UE para financiar projetos inovadores.»

Tibor Navracsics, Comissário da Educação, Cultura, Juventude e Desporto, declarou: «Graças a esta iniciativa, o Centro Comum de Investigação – o serviço científico e de conhecimento da Comissão – poderá utilizar a sua perícia para ajudar as regiões a tirarem partido das suas potencialidades e prioridades, aprenderem mutuamente e explorarem ao máximo os seus ativos mais valiosos: o talento e a criatividade das pessoas.»

A iniciativa, coordenada pelo Centro Comum de Investigação, proporcionará às regiões quatro formas principais de apoio:

  1. A Comissão e os peritos externos ajudarão as regiões a identificar as áreas a melhorar, nas suas estratégias de especialização inteligente e nos seus sistemas de inovação regionais (qualidade da investigação pública, eficiência da ligação entre os meios empresarial científico e condições propícias à atividade das empresas), a e cooperar com as outras regiões nos domínios da investigação e inovação.
  2. Além disso, os peritos ajudarão as regiões a explorar todas as fontes potenciais de financiamento, como o «Horizonte Europa», a Europa Digital e os fundos da política de coesão, e a combinar essas fontes através de novas oportunidades de sinergias, oferecidas pelas propostas da Comissão relativas aos fundos UE para 2021-2027.
  3. O Centro Comum de Investigação ajudará a identificar e resolver estrangulamentos específicos regionais que afetam a inovação, como a falta de interação entre as esferas locais empresarial e académica ou a reduzida participação no atual programa Horizonte 2020.
  4. O Centro Comum de Investigação criará igualmente oportunidades de ligação em rede e ateliês para as regiões se encontrarem e trocarem boas práticas de desenvolvimento de estratégias regionais de inovação. Tal facilitará também a criação de parcerias para investimentos inter-regionais na inovação.

Próximas etapas

A iniciativa renovada terá início este verão e decorrerá durante dois anos. As regiões podem manifestar o seu interesse e participar através da Plataforma da Especialização Inteligente.

Contexto

A iniciativa «Stairway to Excellence» foi lançada em 2014, em parceria com o Parlamento Europeu, quando a especialização inteligente passou a ser um requisito no âmbito das regras da política de coesão. Tem sido renovada todos os anos através de diferentes programas de trabalho e prioridades. Para o período de 2018-2019, visa essencialmente preparar o próximo orçamento a longo prazo da UE, com base no método adotado em 2017 para as ações-piloto de especialização inteligente. A iniciativa dispõe de um orçamento de 3 milhões de EUR para esses dois anos, disponibilizado pelo Parlamento Europeu.

Mais informações:

29/05: Desenvolvimento regional e Política de Coesão pós-2020:

7/06: Investigação e Inovação pós-2020 (Horizonte Europa)

15/05: Agenda renovada da investigação e inovação

 

A UE e a Austrália dão início a negociações com vista à celebração de um amplo acordo comercial

UE AUA comissária responsável pelo Comércio, Cecilia Malmström, juntamente com o primeiro-ministro australiano Malcolm Turnbull e o ministro australiano do Comércio, Steven Ciobo, lançaram hoje oficialmente as negociações para um acordo comercial abrangente e ambicioso entre a UE e a Austrália, na capital australiana, Camberra.

O objetivo das negociações é eliminar os obstáculos ao comércio de mercadorias e serviços, criar oportunidades para as pequenas e grandes empresas, bem como estabelecer regras ambiciosas em consonância com outros acordos comerciais da UE, que contribuam para definir a configuração do comércio mundial.

A abertura das negociações com a Austrália faz parte da agenda da UE para um comércio aberto e justo. Segue-se à conclusão das negociações com o Japão no ano passado e com o México na primavera, bem como à entrada em vigor do acordo comercial entre a UE e o Canadá em setembro do ano passado. O futuro acordo entre a UE e a Austrália permitirá consolidar ainda mais a ação da UE na região Ásia-Pacífico.

A comissária responsável pelo Comércio, Cecilia Malmström, afirmou: «Congratulo-me por poder incluir a Austrália no círculo cada vez maior de parceiros comerciais que partilham a nossa visão. Nestes tempos difíceis, é encorajador ver que a Austrália partilha o nosso compromisso a favor de uma agenda comercial positiva e da ideia de que os acordos comerciais de qualidade constituem um cenário vantajoso para ambas as partes. Estas negociações saldar-se-ão num acordo que oferece claras vantagens, tanto para a UE como para a Austrália. Irá impulsionar oportunidades económicas para as empresas, grandes e pequenas, e criar emprego.»

No seguimento do anúncio de hoje, a primeira ronda oficial de negociações entre as equipas de negociadores de ambas as partes terá lugar em Bruxelas, de 2 a 6 de julho.

A Austrália é uma das economias desenvolvidas do mundo em mais rápido crescimento. Negociou recentemente uma parceria transpacífica abrangente e progressiva (CPTPP) com 10 outros países da região do Pacífico. O futuro acordo UE-Austrália irá permitir que as empresas europeias possam beneficiar de condições equitativas de concorrência em relação a empresas de países com os quais a Austrália já celebrou acordos comerciais.

A UE é já o segundo maior parceiro comercial da Austrália. O comércio bilateral de mercadorias entre a UE e a Austrália tem vindo a aumentar de forma constante nos últimos anos, tendo atingido quase 48 mil milhões de euros no ano passado. Os setores que representam a maior parte das exportações da UE para a Austrália são equipamentos de transporte, máquinas e aparelhos, produtos químicos, géneros alimentícios e serviços. O comércio bilateral de serviços ascende a cerca de 28 mil milhões de euros. O acordo poderá aumentar em mais de um terço o comércio de mercadorias entre ambas as partes. Encontram-se disponíveis em linha informações sobre as negociações, incluindo fichas de informação, exemplos de histórias de sucesso de pequenos exportadores, estatísticas e outros documentos.

Visita da comissária Malmström à Austrália

Por ocasião da sua visita à Austrália, a comissária reunir-se-á também com o governador-geral da Austrália, Peter Cosgrove; a ministra dos Negócios Estrangeiros, Julie Bishop; o ministro da Agricultura, David Littleproud; bem como com membros da oposição. Hoje, assegura igualmente, na Australian National University, a conferência Schuman 2018 intiulada UE-Austrália: Uma aliança global para o comércio.

A comissária Malmström participa numa mesa-redonda com empresas australianas e vai encontrar-se com empresas europeias que desenvolvem atividades na Austrália. Com o embaixador da UE, Michael Pulch, a comissária terá igualmente a oportunidade de se reunir com membros da sociedade civil australiana, incluindo representantes das organizações de combate às alterações climáticas e de defesa dos direitos humanos, dos sindicatos e do mundo académico.

Terça-feira, em Sydney, deslocar-se-á à sede da Cicada Innovations, uma incubadora de empresas de alta tecnologia em fase de arranque, onde visitará as jovens empresas com atividades em domínios como a robótica, as tecnologias sem fios de nova geração e material médico.

Após a sua visita à Austrália, a comissária Malmström deslocar-se-á a Wellington, onde na quinta-feira (21 de junho) irá dar início às negociações comerciais entre a UE e a Nova Zelândia.

Contexto

Em 22 de maio, o Conselho da União Europeia adotou uma decisão em que autoriza a abertura de negociações tendo em vista a celebração de um acordo comercial entre a UE e a Austrália.

Até à data, as relações comerciais e económicas entre a UE e a Austrália têm decorrido no âmbito do quadro de parceria UE-Austrália de 2008.

Para mais informações

Vídeo e fotografias da visita, incluindo a conferência de imprensa, reuniões e visitas às empresas

As negociações comerciais entre a UE e a Austrália - Sítio específico

Ficha informativa

Histórias de sucesso de exportadores

 

Inquérito Eurobarómetro Standard da primavera de 2018: A um ano das eleições europeias, a confiança na União e o otimismo quanto ao futuro estão a aumentar

EP ElectionsSegundo um inquérito do Eurobarómetro publicado hoje, a maioria dos europeus considera que a situação da economia é boa e está otimista quanto ao futuro. A confiança na União está a aumentar e o apoio à União Económica e Monetária atingiu o seu nível mais elevado.

 

Cada vez mais cidadãos sentem que as principais políticas da União lhes trouxeram benefícios e dois terços dos europeus defendem uma UE forte no que toca ao comércio. Por último, a maioria dos europeus tem uma imagem positiva da UE e a percentagem de pessoas que consideram que a sua voz conta atingiu o seu nível mais elevado desde 2004. Estes são alguns dos principais resultados do último inquérito Eurobarómetro Standard realizado entre 17 e 28 de março e publicado hoje.

 

1. Otimismo em relação à economia e forte apoio ao euro

 

Os europeus continuam a ter uma opinião positiva sobre a situação da economia europeia (50 %, +2 pontos percentuais desde o outono de 2017, contra 37 %, -2 pontos, com uma opinião negativa); esta pontuação é a mais elevada desde 2007. Em 25 Estados-Membros, a maioria dos inquiridos afirma que a situação da economia europeia é boa (contra 23 Estados-Membros no outono de 2017). Desde o outono de 2017, a perceção positiva conquistou terreno em 21 Estados-Membros.

 

Pela primeira vez desde a primavera de 2007, as opiniões positivas sobre a situação da economia nacional (49 %, +1 ponto) superam as opiniões negativas (47 %, -2 pontos). Desde o outono de 2017, a perceção positiva da situação económica aumentou em 18 Estados-Membros, liderados por Portugal (43 %, +10 pontos), Irlanda (79 %, +7 pontos), Finlândia (77 %, +6 pontos) e Lituânia (38 %, +6 pontos). As perceções variam entre os Estados-Membros. Assim, por exemplo, 93 % dos inquiridos nos Países Baixos e no Luxemburgo consideram que a situação da sua economia nacional é boa, enquanto na Grécia apenas 2 % são dessa opinião.

 

O apoio à União Económica e Monetária e ao euro mantém-se a um nível recorde: três quartos dos inquiridos (74 %) na zona euro são a favor da moeda única da União Europeia.

 

2. A confiança na União Europeia está a aumentar

 

A confiança na UE está a aumentar, tendo atingido 42 % (+1 ponto), o seu nível mais alto desde o outono de 2010. Em 15 Estados-Membros, a maioria dos inquiridos confia na UE. Os níveis de confiança mais elevados foram registados na Lituânia (66 %), em Portugal e na Dinamarca (ambos com 57 %) e no Luxemburgo e na Bulgária (56 % em ambos os casos). Desde o outono de 2017, a confiança na UE ganhou terreno em 19 países, em especial Portugal (57 %, +6 pontos percentuais) e Eslovénia (44 %, +6 pontos), embora tenha diminuído em seis países, sobretudo na Bélgica (47 %, -6 pontos percentuais), na Hungria (44 %, -5 pontos) e na Eslováquia (44 %, -4 pontos).

 

40 % dos europeus têm uma imagem positiva da UE (37 % têm uma imagem neutra e apenas 21 % têm uma imagem negativa). A imagem é positiva em 15 Estados-Membros e as percentagens mais elevadas foram observadas na Irlanda (64 %), Bulgária e Portugal (ambos com 56 %) e Luxemburgo (54 %).

 

A confiança na UE continua a ser mais elevada do que a confiança nos governos ou parlamentos nacionais. 42 % dos europeus confiam na União Europeia, ao passo que 34 % confiam nos respetivos parlamentos e governos nacionais.

 

Uma maioria de europeus mostra-se otimista quanto ao futuro da UE (58 %, +1 ponto). Esse otimismo observa-se em todos os Estados-Membros menos dois: a Grécia (onde, apesar de um aumento de 5 pontos percentuais no nível de otimismo, 53% estão «pessimistas», contra 42% de «otimistas») e o Reino Unido (48% contra 43%). O otimismo é mais elevado na Irlanda (84 %), Portugal (71 %), Luxemburgo (71 %), e Malta, Lituânia e Dinamarca (os três com 70 %). No extremo inferior da escala, encontram-se a França (48 %), Chipre e a Itália (ambos com 54 %).

 

«A livre circulação de pessoas, bens e serviços na UE» e «a paz entre os Estados-Membros da UE» são vistos como os dois resultados mais positivos da UE, respetivamente por 58 % e 54 % de europeus. Por último, 70 % dos europeus sentem que são cidadãos da UE. Pela primeira vez desde a primavera de 2010, esta opinião é partilhada por uma maioria em todos os Estados-Membros.

 

3. Migração e terrorismo no topo das preocupações dos europeus

 

A imigração é o maior desafio que a União enfrenta atualmente (38 %, -1 ponto). O terrorismo vem em segundo lugar (29%, -9 pontos), ainda à frente da situação económica (18 %, +1 ponto), do estado das finanças públicas dos Estados-Membros (17 %, +1 ponto) e do desemprego (14 %, +1 ponto).

 

A nível nacional, as principais preocupações continuam a ser o desemprego (25 %, inalterado), a saúde e segurança social (23 %, +3 pontos) e a imigração (21 %, -1 ponto). Saúde e segurança social atingem um novo recorde, ocupando agora o segundo lugar pela primeira vez desde a primavera de 2007.

 

4. Os europeus sentem os benefícios das políticas e das realizações da União

 

Comparando com a primavera de 2014, é agora maior o número de cidadãos que consideram ter beneficiado de iniciativas importantes da União, como a abolição ou redução dos controlos nas fronteiras para as viagens ao estrangeiro (53 %, +1 ponto), a diminuição do preço das chamadas quando se utiliza um telemóvel noutro país da UE (48 %, +14 pontos), o reforço dos direitos dos consumidores quando se compram produtos ou serviços noutro país da UE (37 %, +13 pontos) ou a melhoria dos direitos dos passageiros dos transportes aéreos (34 %, +12 pontos).

 

Por último, existe um forte apoio às prioridades estabelecidas pela Comissão. A liberdade de circulação é invocada por 82 % dos inquiridos (+1 ponto) e uma política comum de segurança e defesa por 75 % (sem alteração). Pela primeira vez, foi pedida a opinião dos cidadãos sobre a política comercial da UE, tendo uma maioria de 71 % manifestado o seu apoio.

 

Contexto

 

O «Eurobarómetro Standard da primavera de 2018» (EB 89) baseia-se em entrevistas individuais, realizadas entre os dias 17 e 28 de março de 2018. Foram entrevistadas 33 130 pessoas nos Estados-Membros da UE e nos países candidatos[1].

 

Para mais informações

 

Eurobarómetro Standard 89

[1] Os 28 Estados-Membros da União Europeia (UE), os cinco países candidatos (antiga República jugoslava da Macedónia, Turquia, Montenegro, Sérvia e Albânia) e a comunidade cipriota turca na parte do país que não está sob controlo do governo da República de Chipre.

Orçamento da UE: Tornar a União Europeia apta para o seu papel como interveniente forte ao nível mundial

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Para o próximo orçamento de longo prazo da UE para 2021-2027, a Comissão Europeia propõe um aumento do orçamento da ação externa para 123 mil milhões de EUR, a fim de simplificar sensivelmente a sua estrutura e torná-lo muito mais flexível e eficaz para fazer face aos desafios globais da atualidade.

 

O orçamento da ação externa será o principal instrumento da UE para apoiar os países parceiros nas suas transformações políticas e económicas rumo ao desenvolvimento sustentável, à estabilidade, à consolidação da democracia, ao desenvolvimento socioeconómico e à erradicação da pobreza. Permitirá também à UE continuar a prestar assistência humanitária em todo o mundo. No que respeita à vizinhança da UE, será também um instrumento para ajudar os países vizinhos na sua aproximação económica ao mercado único da UE.

 

A Alta Representante e Vice-Presidente, Federica Mogherini, declarou: «Propomos um orçamento para a ação externa da União Europeia de 123 mil milhões de EUR para os próximos sete anos: um aumento de 30 % que constitui um investimento sem precedentes no nosso papel na cena mundial. Mais recursos para mais ações como parceiro cooperante, fiável e previsível a nível mundial — exatamente o que os nossos cidadãos e os nossos parceiros esperam em tempos de turbulência. É o reconhecimento do valor acrescentado da UE em matéria de política externa. Juntos, podemos ter um impacto que nenhum Estado-Membro pode, por si só, ter no mundo de hoje.»

 

Johannes Hahn, Comissário responsável pela Política Europeia de Vizinhança e Negociações de Alargamento, salientou: «O orçamento reforçado e reformado permitir-nos-á continuar a colaborar com os países interessados em aderir à UE, bem como manter a nossa relação especial com os nossos vizinhos do Leste e do Sul. Tal estará subjacente ao nosso objetivo de realizar um espaço de estabilidade, segurança e prosperidade na proximidade das fronteiras da UE.»

 

Neven Mimica, Comissário responsável pela Cooperação Internacional e Desenvolvimento, acrescentou: «A UE é um importante promotor da Agenda 2030 das Nações Unidas e dos respetivos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. As nossas propostas estabelecem a base financeira para que a UE possa manter o seu papel como interveniente principal no domínio do desenvolvimento, ajudando os nossos parceiros a erradicar a pobreza e dar resposta aos desafios globais, assegurando ao mesmo tempo que não deixamos ninguém para trás.»

 

Christos Stylianides, Comissário responsável pela Ajuda Humanitária e Gestão de Crises, declarou: «As situações de emergência humanitária no mundo estão a aumentar todos os anos, e são cada vez mais complexas, a UE está assim a reforçar o seu papel de liderança como prestadora importante de ajuda humanitária. Com um orçamento reforçado, continuaremos a mostrar solidariedade para com milhões de pessoas necessitadas.»

 

Principais elementos da nova proposta de orçamento para a ação externa:

 

  • Aumento do financiamento: O financiamento aumentará de 96,5 mil milhões de EUR      no período 2014-2020 para 123 mil milhões de EUR no período 2021-2027, ou      seja, 30 %.
  • Simplificação:      A Comissão propõe reduzir o número de instrumentos, bem como integrar o      Fundo Europeu de Desenvolvimento no orçamento da UE. Tal permitirá uma      maior coerência e uma ênfase mais clara em objetivos estratégicos e nos      compromissos relativos aos parceiros, em consonância com as prioridades e      os valores da UE.
  • Flexibilidade:      A nova estrutura orçamental irá permitir a utilização e reutilização de      fundos não utilizados numa base plurianual. Tal permitirá à UE responder melhor      à evolução das situações, em conformidade com as suas prioridades de      erradicação da pobreza, promoção do desenvolvimento sustentável,      prosperidade, paz e estabilidade.
  • Uma maior transparência e controlo democrático: por exemplo, através da incorporação do Fundo Europeu      de Desenvolvimento no orçamento da UE.

 

Os novos instrumentos propostos para a ação externa da UE:

 

  • Instrumento de Vizinhança, Desenvolvimento e Cooperação      Internacional com 89,2 mil milhões de EUR:      este novo instrumento simplificado será composto por três pilares: 1. O pilar geográfico, com      especial destaque para os países abrangidos pela política europeia de      vizinhança e a África Subsariana, será consideravelmente reforçado a fim      de enfrentar conjuntamente os desafios globais, tais como o      desenvolvimento humano, incluindo a igualdade de género, as alterações      climáticas, a proteção do ambiente, a migração e a segurança alimentar; 2.      O pilar temático,      que complementará o pilar geográfico através de apoio aos direitos humanos      e à democracia, à sociedade civil, à estabilidade e à paz, na medida em      que tenham de ser abordados a nível mundial, assim como outros desafios      globais que não seriam abrangidos pelo pilar geográfico; 3. O pilar de resposta rápida      que permitirá à UE responder rapidamente a crises, bem como apoiar a      prevenção de conflitos, o reforço da resiliência dos Estados, das      sociedades, das comunidades e dos cidadãos, a ligação entre ajuda      humanitária e o desenvolvimento, bem como ações empreendidas numa fase      precoce para a realização de outros objetivos de política externa.
  • O novo Instrumento      Europeu para a Segurança Nuclear: Com 300 milhões de EUR,      serão complementadas as atividades desenvolvidas ao abrigo do novo      instrumento simplificado com base no Tratado      Euratom.
  • O Instrumento      de Assistência de Pré-Adesão (IPA III): com 14,5 mil milhões de EUR,      irá apoiar numa maior medida os países candidatos e os países      potencialmente candidatos à adesão à UE nos seus esforços no sentido de      cumprirem os critérios de adesão através de um processo de reformas      profundas e abrangentes.
  • O instrumento      de ajuda humanitária: com 11 mil milhões de EUR, permitirá a      prestação de assistência da UE em função das necessidades, a fim de salvar      e preservar vidas, prevenir e atenuar o sofrimento humano e salvaguardar a      integridade e a dignidade das populações afetadas por catástrofes naturais      e crises de origem humana.
  • O orçamento da política      externa e de segurança comum, com 3 mil milhões de EUR.      Este financiamento será utilizado para dar resposta aos conflitos e crises      externos, desenvolver as capacidades dos países parceiros e proteger a UE      e os seus cidadãos.
  • A cooperação com os países e territórios ultramarinos,      incluindo a Gronelândia,      com 500 milhões      de EUR. Este financiamento irá apoiar e reforçar os laços      económicos, políticos e culturais entre a UE e os 13 países e territórios      ultramarinos associados aos Estados-Membros da UE.
  • A parcela restante de cerca de 4,5 mil milhões de EUR é      constituída pela margem orçamental (3,2 mil milhões de EUR) e por outras      rubricas orçamentais, como as subvenções de assistência macrofinanceira,      as medidas de avaliação e auditoria ou os trabalhos ligados às      organizações internacionais e às agências descentralizadas.
  • A proposta da Comissão inclui um quadro de investimento      para a ação externa      com um reforço máximo de 60      mil milhões de EUR. Com base na experiência bem-sucedida      do Plano de Investimento Externo da UE, contribuirá para mobilizar e      alavancar recursos financeiros suplementares para o desenvolvimento      sustentável do setor privado.
  • Além disso, fora do âmbito do orçamento da UE, a Alta      Representante, com o apoio da Comissão, propõe a criação da Facilidade Europeia de Apoio à      Paz, com 10,5 mil      milhões de EUR. A Facilidade Europeia de Apoio à Paz      financiará ações operacionais no âmbito da política externa e de segurança      comum que tenham implicações no domínio militar ou da defesa, e, por      conseguinte, não possam ser financiadas pelo orçamento da UE. Irá melhorar      a capacidade da União para preservar a paz, prevenir conflitos e reforçar      a segurança internacional, em conformidade com o Tratado da União Europeia      e os objetivos e princípios da Carta das Nações Unidas.

 

Próximas etapas

 

Um rápido acordo, por parte do Parlamento Europeu e do Conselho da União Europeia, sobre o orçamento de longo prazo global da UE e as suas propostas setoriais, a fim de garantir que os fundos da UE produzem resultados concretos o mais rapidamente possível.

 

Atrasos, semelhantes aos que se verificaram no início do atual período orçamental 2014-2020, poderão acarretar graves dificuldades para o cumprimento das obrigações e compromissos internacionais da UE para com os parceiros.

 

A obtenção de um acordo sobre o próximo orçamento de longo prazo em 2019 proporcionaria uma transição eficiente entre o atual orçamento de longo prazo (2014-2020) e o novo orçamento, assegurando a previsibilidade e a continuidade do financiamento em benefício de todos.

 

Para mais informações

 

NOTA INFORMATIVA

 

Textos jurídicos e fichas informativas sobre a vizinhança da UE e o mundo

 

Facilidade Europeia de Apoio à Paz

Informações adicionais sobre o Orçamento da UE para o futuro

Emprego sobe 0,4 % na área do euro e na UE e 1 % em Portugal

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No primeiro trimestre de 2018, em comparação com o trimestre anterior, o número de pessoas empregadas aumentou 0,4 % na área do euro e na UE e 1 % em Portugal, segundo as estimativas das contas nacionais publicadas pelo Eurostat, o Serviço de Estatística da União Europeia. No quarto trimestre de 2017, o emprego cresceu 0,3 % na área do euro, 0,2 % na UE e 0,7 % em Portugal. Em comparação com o primeiro trimestre do ano passado, a taxa de emprego cresceu, no primeiro trimestre de 2018, 1,4 % na área do euro e na UE e 3,2 % em Portugal.

(Desenvolvimento em STAT-18-4147)

P038104-966381

Discurso sobre

o Estado da União Europeia

do Presidente Juncker


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